
Em Portugal, os advogados legalmente inscritos na Ordem dos Advogados dispõem de prerrogativas próprias que lhes permitem praticar determinados atos de natureza notarial, nos termos previstos na legislação aplicável. Esta competência possibilita a realização de atos jurídicos necessários à regularização documental e à formalização de diversos procedimentos, assegurando a sua conformidade legal e validade perante entidades públicas e privadas.
No âmbito destas prerrogativas, podem ser praticados atos como a autenticação de documentos, a certificação de cópias, o reconhecimento de assinaturas e a elaboração de procurações, entre outros instrumentos jurídicos que exijam forma legal específica. A intervenção do advogado nestes atos visa garantir a verificação da identidade das partes, a conformidade formal dos documentos e o cumprimento das exigências legais aplicáveis.
O acompanhamento jurídico pode incluir a análise prévia da finalidade do ato, a orientação quanto aos requisitos legais e a preparação da documentação necessária à sua correta formalização. Este serviço procura assegurar que os documentos produzam plenamente os seus efeitos jurídicos no ordenamento português, contribuindo para a segurança jurídica das relações estabelecidas pelos interessados.